182 páginas, sem interrupções, divisões ou pausas. Lê-se de uma assentada, sem respirações, e no fim descobre-se que funciona como um ciclo e devemos voltar ao início.
Quase uma biografia clínica, é espantoso como nos prende página após página. E isto porque, no fundo, é bem mais do que isso. Sem nunca criarmos qualquer simpatia pelo protagonista, vai crescendo uma curiosidade mórbida sobre aquele ser, porque, desde a primeira frase, sabemos o seu destino ("Around the grave in the rundown cemetery were a few of his former advertising colleagues from New York, who recalled his energy and originality and told his daughter, Nancy, what a pleasure it had been to work with him.").
O que mais surpreende é uma visão que não esperamos, a da velhice tal como ela é, sem ponta de romanesco nem especiais motivos deprimentes. A velhice e o que ela tem de mais pessoal e introspectivo. Porque todo o livro o é.
Crítica de Mário Santos no Ípsilon (Público) desta semana: 4Estrelas
Acho sempre lamentável que nenhuma consideração seja feita no que à tradução diz respeito.
Mais críticas: esta e esta
Marcador de Livros: daqui
3 comentários:
Parabéns pelo blog! E força para continuares!
Beijinhos.
Obrigada e bem-vinda.
Belo marcador! Miau!
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